Estamos acostumados. Preto no branco, mais fácil de ler. Todos somos um pouco juízes. Condenando.
O mais engraçado é que você cresce e percebe que um julgamento é sempre um equívoco. Mas todos estão catando anjos e demônios para figurar um julgamento final.
Na política, nas religiões, na vida.
E pior, quando você cresce percebe que os demônios, os julgados, os enforcados, muitas vezes foram apenas aqueles que deram a cara a tapa, que jogaram menos, que não gastaram tempo acusando alguém do mal que se faz, não se vitimizaram.
Dai, depois disso, você tem duas escolhas: continuar sendo parte do jogo e tentando mostrar o quão bom você é e foi.
Ou cagar e ter sua foto num cartaz de procurado.
E para quem julga, que geralmente está de fora e sabe só uma parte (e partes não podem ser imparciais), como escolher? Não escolhendo, talvez. Não enxergando em si uma grandeza que não se tem.
Gastar os dias pensando apenas no que quer ou não para a vida. Quero ser homossexual, isso funciona para mim, meu vizinho não tem nada haver com isso. Não quero amigos gays, funciona melhor para mim, a sociedade não tem nada haver com isso, desde que eu não seja babaca de incitar o ódio por aí.
Não, eu não acredito em felicidade, não busco mais para mim, vivo assim e é uma escolha minha. Mas vai lá, pode ser feliz.
Não, eu não confio nos seres humanos, eu já fui feita de idiota e a grande maioria das pessoas que me rodeiam nem sabem, me jogam na fogueira e eu aceito. De gente idiota, quero só as vaias. Me economiza tempo.
E esse é um dos motivos pelos quais eu não postei mais aqui. Não quero fazer das minhas palavras, dessa minha paixão, um relatório judicial para alguém procurar vítimas e culpas.
Ninguém sabe mas esse blog chegou a ser hackeado para lerem meus rascunhos. Não, foi mal, mas não.
Nunca escrevi para alguém ler, sempre foi para mim. E o melhor lugar para guardar isso é a minha própria mente. Nada contra, mas eu nunca precisei de platéia para gostar do meu show.
segunda-feira, 21 de março de 2016
domingo, 9 de novembro de 2014
sonhei com barcos navegantes,
braços teus e embalantes.
eu sinto o cheiro da sua voz.
no meu corpo a sua temperatura,
tão anti-natural e eu me ria,
do seu afago feito quem me chocava.
frios estavam todo o resto,
mesmo além daquelas águas,
e eu mulher valente , agora menina.
sonhei que você me cuidava.
braços teus e embalantes.
eu sinto o cheiro da sua voz.
no meu corpo a sua temperatura,
tão anti-natural e eu me ria,
do seu afago feito quem me chocava.
frios estavam todo o resto,
mesmo além daquelas águas,
e eu mulher valente , agora menina.
sonhei que você me cuidava.
poesia de um amor vulgar
creio que esteja tudo como antes,
nunca calmo, nunca claro.
sem muitas rimas,errando no nexo,
nada muito comun, embora corriqueiro.
eu ainda estou molhada pensando em você,
antes eram os dedos,os lençois de outrora,
nomeados como nossos amantes,
nossas embriagueses de falta de censo.
agora são os olhos, descrentes,
desplicentes,
marcando com melancolia as vississitudes da vida,
que cisma desencontrar almas encontradas.
domingo, 2 de novembro de 2014
verbo
Muda,
e tu a me regar, feito planta.
Falo,
ereto era o tom da voz que empunhas.
Cria,
daquele diálogo que não tivemos,
Feito.
e indizível não fazia rima.
(porque eu sou aquilo que eu não falo,
e você me diz muito...sabia?)
e tu a me regar, feito planta.
Falo,
ereto era o tom da voz que empunhas.
Cria,
daquele diálogo que não tivemos,
Feito.
e indizível não fazia rima.
(porque eu sou aquilo que eu não falo,
e você me diz muito...sabia?)
Agora não.
Estou mergulhada em dois copos
um meio cheio e um meio vazio,
nos dois, me afogo.
tudo me falta naquilo que me excede,
por que?
porque não importa de que eu esteja falando,
eu sou e não sou nada disso.
sou um distúrbio de mim mesma,
um autoflagelo meio altruísta.
escrevo textos para mim,
e dou para os outros lerem.
eles me dizem o que acham,
eu não lhes digo nada sobre o que sou.
e eu nem sei.
dou minha cabeça numa bandeja todos os dias,
mesmo servindo-a para quem me detesta.
afasto-me aos poucos do que gosto.
Fria como a sombra.
tenho medo?
tenho algo?
tenho que saber as minhas respostas,
você pode me dize-las?
agora não.
um meio cheio e um meio vazio,
nos dois, me afogo.
tudo me falta naquilo que me excede,
por que?
porque não importa de que eu esteja falando,
eu sou e não sou nada disso.
sou um distúrbio de mim mesma,
um autoflagelo meio altruísta.
escrevo textos para mim,
e dou para os outros lerem.
eles me dizem o que acham,
eu não lhes digo nada sobre o que sou.
e eu nem sei.
dou minha cabeça numa bandeja todos os dias,
mesmo servindo-a para quem me detesta.
afasto-me aos poucos do que gosto.
Fria como a sombra.
tenho medo?
tenho algo?
tenho que saber as minhas respostas,
você pode me dize-las?
agora não.
sábado, 4 de outubro de 2014
Cristalina
Clara, invertida, variável.
Mostro tudo, mostro nada,
tenho a face que você tiver.
Sou óbvia, imprevisível.
Sou mutante,e até nisso, mutável.
Digo sempre, mesmo calada.
Calo muito, mesmo gritando.
Há sempre um tanto que eu não digo.
Há muito em mim e no entanto, nadam.
Morro na praia,dançando,
Só para morrer mais uma vez.
Persisto porque só sei persistir.
Então, sou isso.
É fácil me conter, mas agitada,
não caibo no mundo.
Sou água.
"Sunset over the ocean" de M. Iordache
Mostro tudo, mostro nada,
tenho a face que você tiver.
Sou óbvia, imprevisível.
Sou mutante,e até nisso, mutável.
Digo sempre, mesmo calada.
Calo muito, mesmo gritando.
Há sempre um tanto que eu não digo.
Há muito em mim e no entanto, nadam.
Morro na praia,dançando,
Só para morrer mais uma vez.
Persisto porque só sei persistir.
Então, sou isso.
É fácil me conter, mas agitada,
não caibo no mundo.
Sou água.
"Sunset over the ocean" de M. Iordache
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Ruído
inacreditavelmente vivo.
zumbizando meu sentido.
confundiu o confundido.
na verdade é a mentira,
na batalha , a mão amiga.
ruído sou eu,
e
estou roída.
zumbizando meu sentido.
confundiu o confundido.
na verdade é a mentira,
na batalha , a mão amiga.
ruído sou eu,
e
estou roída.
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Risco
Matematicamente calculado,
embora não soubesse de nada,
como as voltas de um quadril em sexo.
Foi o passo entre a vida e o vício,
decidido, vivido ou adiado.
é aquilo medido como um cisco.
risco
é o fósforo na lixa.
sou eu, como bicho,
envolta na dança do desejo,
não penso, só persisto.
risco,
se quero, logo insisto.
risco
é o fosforo na lixa.
embora não soubesse de nada,

Foi o passo entre a vida e o vício,
decidido, vivido ou adiado.
é aquilo medido como um cisco.
risco
é o fósforo na lixa.
sou eu, como bicho,
envolta na dança do desejo,
não penso, só persisto.
risco,
se quero, logo insisto.
risco
é o fosforo na lixa.
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Vencedor...
Não tente me vencer...
Eu já fui Vencida,
por isso,
SOU invencível...
por w.o.
por nocaute e por qualquer outra covardia...
Eu já fui Vencida,
por isso,
SOU invencível...
por w.o.
por nocaute e por qualquer outra covardia...
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Sobre a desordem literária que toma conta desse blog...

numa literatura errada,
numa sentença redundante,
nesta e naquela rima errante.
nao tem poema, nem conto,
ninguém mede a metro o tempo.
das palavras e dos encontros,
no discurso e no papel.
é tudo poesia de buteco.
é, eu ando sincera...
e os imortais tiveram um treco.
caiu a farsa, caiu a regra.
não sou poeta, sou sentimento.
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