chega uma hora que cansa
acho válido falar
as vagas de babacas passados pela minha vida já
foram ocupadas...ou esse filho da puta de cara metade
aparece logo pra dizer que existe...ou eu vou mandar
tudo a merda...tenho dito...nada de poética hoje
domingo, 1 de agosto de 2010
domingo, 18 de julho de 2010
quis...

Quis se levantar,
sustentou-se pelos joelhos....
sustentou-se pelos joelhos....
levantou
não a alma, mas o corpo...
não a alma, mas o corpo...
que seja só o corpo então...
lembrou-se quando era criança...
lembrou-se quando era criança...
como um pesadelo que teve,
misturaram-se as imagens...
misturaram-se as imagens...
imaginou se fossem quadros
e se fossem...
e se fossem...
estariam borrados
isso se já não fossem borrados quando foram pintados.
surreias,irreais,pretosbrancosrosasazuis,um-ou-outro-colorido...
e temos que ter esperança...
isso se já não fossem borrados quando foram pintados.
surreias,irreais,pretosbrancosrosasazuis,um-ou-outro-colorido...
e temos que ter esperança...
e ela nem quer
e ela nem quis....
quer tê-lo em suas mãos e tê-lo a moldar
mas não molda...borra...desfaz...quebra...
nunca sai do jeito que se quer...
e ela nem quis....
quer tê-lo em suas mãos e tê-lo a moldar
mas não molda...borra...desfaz...quebra...
nunca sai do jeito que se quer...
nunca sai do jeito que se quis...
mas e como se quis?
já não como agora....
mas e como se quis?
já não como agora....
mas sempre quis....
domingo, 11 de julho de 2010
cadeado

Não adianta...
a porta ainda está intacta...fechada, não trancada...mas intacta...
ninguém sequer ousa chegar a ela, e eu quase penso que ela não exista
que seja fruto da minha presunçosa imaginação...
mas ela está lá, sempre lá...ainda intacta...
todas as outras estão dilaceradas, por vontade minha...sim
ou por falta de força de vontade...
mas ninguém sequer pensa que nós deixamos nossos bens de menor valor espostos...
pra deixar guardados, em cofres, os mais valiosos..
e ninguém se atenta para o fato...e não importa que eu ilumine aquela porta com neon...
ninguém quererá saber o que nela há...
e assim...eu serei a puta, não a inteligente
a amante, não a amada
o rosto, não a alma...
a porta ainda está intacta...fechada, não trancada...mas intacta...
ninguém sequer ousa chegar a ela, e eu quase penso que ela não exista
que seja fruto da minha presunçosa imaginação...
mas ela está lá, sempre lá...ainda intacta...
todas as outras estão dilaceradas, por vontade minha...sim
ou por falta de força de vontade...
mas ninguém sequer pensa que nós deixamos nossos bens de menor valor espostos...
pra deixar guardados, em cofres, os mais valiosos..
e ninguém se atenta para o fato...e não importa que eu ilumine aquela porta com neon...
ninguém quererá saber o que nela há...
e assim...eu serei a puta, não a inteligente
a amante, não a amada
o rosto, não a alma...

quinta-feira, 8 de julho de 2010
se eu fosse o silêncio, dormiria
tranquilo na noite vazia...
se eu fosse o calar,sorriria
num pranto infindo de melancolia
se eu fosse a apsitria,nada diria
e sem dor ficaria até o fim do dia
mas eu sou sinfonia...
eu sou sinfonia...
sinto sinfonia, sofro sinfonia...
que fala, murmura,sussurra e grita todo dia
prolixa, verbosa, excessiva,confusa, multi fonia
tranquilo na noite vazia...
se eu fosse o calar,sorriria
num pranto infindo de melancolia
se eu fosse a apsitria,nada diria
e sem dor ficaria até o fim do dia
mas eu sou sinfonia...
eu sou sinfonia...
sinto sinfonia, sofro sinfonia...
que fala, murmura,sussurra e grita todo dia
prolixa, verbosa, excessiva,confusa, multi fonia

terça-feira, 6 de julho de 2010
filho pródico
segunda-feira, 7 de junho de 2010
ja não sei explicar o que sou ,
no meio do que quero e o que consigo.
uma grande e abstrata dúvida
tem em meu peito seu abrigo....
e de silêncio retórico, um vôo
vai saber quanto imagino e quanto digo...
e nele achar o limite entre esses dois mundos
que giram ao redor do meu umbigo...

imersa em aguás de profundo desconhecimento
eu crio...
pq só sonho
no escuro das minhas palpebras cerradas...
e só enchergo a esperança
quando não há mais nada....
no meio do que quero e o que consigo.
uma grande e abstrata dúvida
tem em meu peito seu abrigo....
e de silêncio retórico, um vôo
vai saber quanto imagino e quanto digo...
e nele achar o limite entre esses dois mundos
que giram ao redor do meu umbigo...

imersa em aguás de profundo desconhecimento
eu crio...
pq só sonho
no escuro das minhas palpebras cerradas...
e só enchergo a esperança
quando não há mais nada....
domingo, 23 de maio de 2010
runner
quinta-feira, 22 de abril de 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
a dor da escolha é fina navalha...
a da espera, corta por atrito
e queima...
e se alimenta do suco do meu estomago...
eu não consigo esperar a minha paz a cavalo,
nem meu principe a caminho,
nem tuas respostas nem as minhas,
nem o futuro dar as cartas...
socorram logo meu desespero,
deem o alento da certeza
nem que seja a pior,
nem que seja a mais estreita...
senão eu morro de antecipação
de prever o pior, e pior de tudo,
não prever nada...
a da espera, corta por atrito
e queima...
e se alimenta do suco do meu estomago...
eu não consigo esperar a minha paz a cavalo,
nem meu principe a caminho,
nem tuas respostas nem as minhas,
nem o futuro dar as cartas...
socorram logo meu desespero,
deem o alento da certeza
nem que seja a pior,
nem que seja a mais estreita...
senão eu morro de antecipação
de prever o pior, e pior de tudo,
não prever nada...
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