você nunca vai entender
também não vou medir
não vou saber
pedimos desculpas em vão
pensamos,e pensamos que pensamos
no final,é só sentir
administramos distâncias de perto
silenciamos ao berros
mas eu ainda te amo
e eu só te amo...
queria que soubesse,mesmo quando não quero te dizer...
domingo, 24 de julho de 2011
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Anestesia
muito lirismo
pouca poesia
não há o que sentir
anestesia
o ministério da saúde adverte:
a dependência de solidão causa
tristeza, dor e morte...
pouca poesia
não há o que sentir
anestesia
o ministério da saúde adverte:
a dependência de solidão causa
tristeza, dor e morte...
sábado, 11 de junho de 2011
metade
todo mundo obcecado pelo todo
passa parte do tempo se perdendo, sem lugar
e tem no medo um dedo de certeza
de não ter beira,nem lugar
tudo é uma parte, um terço
um quê a procurar
a parte da metade sincera
do vazio que alguém quis furtar
metade sentimento,
metade a se pensar
metade o que se ama,
metade o que amar
eu não sou cara nem coroa,
tudo é velho demais
um bom livro, uma mentira,
um truque por trás
o tanto que ficou foi verdade
a outra parte também
a mentira uma metade
eu sou quem vê além...
passa parte do tempo se perdendo, sem lugar
e tem no medo um dedo de certeza
de não ter beira,nem lugar
tudo é uma parte, um terço
um quê a procurar
a parte da metade sincera
do vazio que alguém quis furtar
metade sentimento,
metade a se pensar
metade o que se ama,
metade o que amar
eu não sou cara nem coroa,
tudo é velho demais
um bom livro, uma mentira,
um truque por trás
o tanto que ficou foi verdade
a outra parte também
a mentira uma metade
eu sou quem vê além...
metade sentimento,
metade a se pensar
metade o que se ama,
metade quem quer amar
eu sou um homem qualquer,
uma sarjeta, uma mulher
eu sou um homem qualquer,
uma sarjeta, uma mulher
no final, não sou ninguém além
do que qualquer um pode dar também
sábado, 4 de junho de 2011
Janela
-Tchau...
-Tchau!
Não são muitas histórias que começam assim,pelo fim...
Mas que história? Sou eu, sentada, quatro da manhã,
falando sozinha, usando um sorriso de desespero p'ra amparar as lágrimas,um travesseiro com teu cheiro p'ra acalmar a falta...
Você não virá,se foi...se foi mesmo!você realmente entrou no avião e não vai chegar na minha porta e dizer que foi tudo uma brincadeira.
Não sei porque olho pela janela então, e penso,e forço.Tento te ver na sombra, no andar de longe, na possibilidade,pouco provável...e eu, matemática,saberia,mas não penso,sem você nada é exato, nem sutil, nem nada.
Não é um conto de fadas,não vou ter um "para sempre" no final, mesmo um infeliz final, que fosse eterno. Na última e derradeira página, não terá você.
Então minha expectativa mais otimista é pensar que também sente minha falta,
e talvez chore,como eu, sem durmir essa noite.
Sei que estou vazia,incompleta,errante...
Sei que deito, de conchinha, sozinha, tentando sentir seu abraço.
-Tchau...
-Tchau!
É a unica coisa que vem à cabeça, aquela palavra maldita, no sentido mais literal possível, forjada, naquele dia infausto....
E eu penso em todo o discurso que fiz dentro de mim,na retórica irrepreensível que despejei consciência adentro,nas mil possibilidades...Proposta de casamento,declaração pública,ameaça de suicídio,sequestro,chantagem,qualquer coisa menos ortodoxa até...
Mas não foi o que eu disse...Simplesmente não foi o que eu disse!
-Tchau...
-Tchau!
Não adianta, não está mais aqui...tenho certeza!E embora a vontade teimosa e inocente me diga que você desistiu na ultima hora daquela idéia idiota de ficar longe,você se foi por um desacerto seu.
E lembro que eu te disse que seria bem vindo,que te queria longe,que não te queria mais,mesmo que fosse mendacidade óbvia.Lembro que eu te disse mil "nãos" com vontade de sim...
Mas você não pensa nisso agora, não pode lembrar do que eu não disse,e nem sequer sabe ou mede.
Então, mais uma vez inundada por uma esperança pueril, jogo...rogo até por um deus que eu duvido.juro com olhos apertados e dedos juntos, que se pudesse voltar naquele momento, o que eu diria, o que eu digo, repetido, abafado,pedinte até,desesperado:
-Perdoa-me pelo teu erro e simplesmente fica. Para sempre...
-Tchau!
Não são muitas histórias que começam assim,pelo fim...
Mas que história? Sou eu, sentada, quatro da manhã,
falando sozinha, usando um sorriso de desespero p'ra amparar as lágrimas,um travesseiro com teu cheiro p'ra acalmar a falta...
Você não virá,se foi...se foi mesmo!você realmente entrou no avião e não vai chegar na minha porta e dizer que foi tudo uma brincadeira.
Não sei porque olho pela janela então, e penso,e forço.Tento te ver na sombra, no andar de longe, na possibilidade,pouco provável...e eu, matemática,saberia,mas não penso,sem você nada é exato, nem sutil, nem nada.
Não é um conto de fadas,não vou ter um "para sempre" no final, mesmo um infeliz final, que fosse eterno. Na última e derradeira página, não terá você.
Então minha expectativa mais otimista é pensar que também sente minha falta,
e talvez chore,como eu, sem durmir essa noite.
Sei que estou vazia,incompleta,errante...
Sei que deito, de conchinha, sozinha, tentando sentir seu abraço.
-Tchau...
-Tchau!
É a unica coisa que vem à cabeça, aquela palavra maldita, no sentido mais literal possível, forjada, naquele dia infausto....
E eu penso em todo o discurso que fiz dentro de mim,na retórica irrepreensível que despejei consciência adentro,nas mil possibilidades...Proposta de casamento,declaração pública,ameaça de suicídio,sequestro,chantagem,qualquer coisa menos ortodoxa até...
Mas não foi o que eu disse...Simplesmente não foi o que eu disse!
-Tchau...
-Tchau!
Não adianta, não está mais aqui...tenho certeza!E embora a vontade teimosa e inocente me diga que você desistiu na ultima hora daquela idéia idiota de ficar longe,você se foi por um desacerto seu.
E lembro que eu te disse que seria bem vindo,que te queria longe,que não te queria mais,mesmo que fosse mendacidade óbvia.Lembro que eu te disse mil "nãos" com vontade de sim...
Mas você não pensa nisso agora, não pode lembrar do que eu não disse,e nem sequer sabe ou mede.
Então, mais uma vez inundada por uma esperança pueril, jogo...rogo até por um deus que eu duvido.juro com olhos apertados e dedos juntos, que se pudesse voltar naquele momento, o que eu diria, o que eu digo, repetido, abafado,pedinte até,desesperado:
-Perdoa-me pelo teu erro e simplesmente fica. Para sempre...
quarta-feira, 11 de maio de 2011
De uma maneira ou de outra, lembrei de você.
Eu costumo escrever de amor,
viver de amor, tudo assim, meio cor-de-rosa
como valsa, como bossa...
palavras voando...borboletas...
como as do estômago, só mais fulgazes...
hoje não, hoje vêm em marcha
tiros certeiros, tempo marcado
a caneta registra a mancada
vestida de sangue azul
o poema foi deposto
deu lugar ao desalinho
e eu não hesito nem rio,
nao vivo nem morro,
só escrevo.
viver de amor, tudo assim, meio cor-de-rosa
como valsa, como bossa...
palavras voando...borboletas...
como as do estômago, só mais fulgazes...
hoje não, hoje vêm em marcha
tiros certeiros, tempo marcado
a caneta registra a mancada
vestida de sangue azul
o poema foi deposto
deu lugar ao desalinho
e eu não hesito nem rio,
nao vivo nem morro,
só escrevo.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Um Bom Vinho...
Um bom vinho é sempre um bom vinho;se esperarmos envelhecer antes de consumi-lo por inteiro, melhor ainda.
Pensei nisso quando vi você entrando pela porta daquele restaurante, com um Chardonnay. Engraçado lembrar que sempre tomamos vinhos...bons,ruins,baratos...sempre bebemos até esvaziar a garrafa e arremessa-la rua abaixo.E esse, era exatamente o meu medo... nunca soube se aguentaria esperar ver amadurecer os nós, antes de consumi-lo por inteiro, e sorver tudo que tinha de você para saber.

Pensei nisso quando vi você entrando pela porta daquele restaurante, com um Chardonnay. Engraçado lembrar que sempre tomamos vinhos...bons,ruins,baratos...sempre bebemos até esvaziar a garrafa e arremessa-la rua abaixo.E esse, era exatamente o meu medo... nunca soube se aguentaria esperar ver amadurecer os nós, antes de consumi-lo por inteiro, e sorver tudo que tinha de você para saber.

terça-feira, 3 de maio de 2011
volta e meia aparece
esse vazio turbulento em mim...
não sabia que o nada doía tanto,
e ocupava tanto espaço, e tempo...
volta e meia eu fico sem lugar dentro do prórpio corpo,
indo de canto a canto da cabeça,
procurando algo a me entreter,
e nada vem, e nada tem...
volta e meia dói, e eu nem sei onde
e eu corro e fujo
e nem sei de quê...é do nada então
maldito seja...
volta e meia eu esvazio o que sinto,
dou descarga, faço faxina,
vou lavando com lágrimas pesadas
detergentes...
pra provar esse nada mais uma vez...
esse vazio turbulento em mim...
não sabia que o nada doía tanto,
e ocupava tanto espaço, e tempo...
volta e meia eu fico sem lugar dentro do prórpio corpo,
indo de canto a canto da cabeça,
procurando algo a me entreter,
e nada vem, e nada tem...
volta e meia dói, e eu nem sei onde
e eu corro e fujo
e nem sei de quê...é do nada então
maldito seja...
volta e meia eu esvazio o que sinto,
dou descarga, faço faxina,
vou lavando com lágrimas pesadas
detergentes...
pra provar esse nada mais uma vez...
quinta-feira, 28 de abril de 2011
ela gosta de ficar na janela...
domingo, 24 de abril de 2011
como dói ter controle...
hoje pela manhã,
quando acordei,
tomei café...o de sempre
li, vi tevê, me entreti com a internet
tudo 'mais do mesmo"
tive controle o dia inteiro...
fumei meu cigarro
anoiteci com o dia...
como em todos os outros anteriores...
procurei a lua....
tudo, "mais do mesmo"
hoje...
quando acordei,
tive controle, soube exatamente o que fazer...
hoje soube de tudo...e soube tudo que ia sentir...
tive o controle...
hoje eu soube de tudo,
soube quem ia ter de companhia,
quem ia estar comigo e como ia ser...
hoje, tive o controle...
sabia o que ia sentir....
dor, sua falta...e tudo e só isso...
hoje de manhã,
quando acordei..
sabia que estava sem você
quando acordei,
tomei café...o de sempre
li, vi tevê, me entreti com a internet
tudo 'mais do mesmo"
tive controle o dia inteiro...
fumei meu cigarro
anoiteci com o dia...
como em todos os outros anteriores...
procurei a lua....
tudo, "mais do mesmo"
hoje...
quando acordei,
tive controle, soube exatamente o que fazer...
hoje soube de tudo...e soube tudo que ia sentir...
tive o controle...
hoje eu soube de tudo,
soube quem ia ter de companhia,
quem ia estar comigo e como ia ser...
hoje, tive o controle...
sabia o que ia sentir....
dor, sua falta...e tudo e só isso...
hoje de manhã,
quando acordei..
sabia que estava sem você
sábado, 16 de abril de 2011
malditos espelhos feito de vidro,
malditos sentimentos feitos de vazio
ninguém vai entender meu frio,
ninguém vai afinar o fio...
mas vai cortar ainda assim,
sempre vem em dia ruim,
eu conheço bem o seu suin,
nao vai te largar de mim...
apodrece e eu padeço,
sempre só o que mereço,
se é na dor que eu floresço,
sempre virá cobrar seu preço.
malditos sentimentos feitos de vazio
ninguém vai entender meu frio,
ninguém vai afinar o fio...
mas vai cortar ainda assim,
sempre vem em dia ruim,
eu conheço bem o seu suin,
nao vai te largar de mim...
apodrece e eu padeço,
sempre só o que mereço,
se é na dor que eu floresço,
sempre virá cobrar seu preço.
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