segunda-feira, 16 de julho de 2012

SAUDADE

Fazem três minutos que eu voltei da tua casa. Exatos 3 minutos que você me deixou no portão de casa e nos despedimos por 20 minutos de abraços e beijos e carinhos.
 Eu não quero perder teu cheiro em mim.
Não quero sentir falta da tua pele encostando na minha, porque só assim pareço que fico bem.

Eu passei dias incríveis...conheci sua mãe, sua família, nossa família.
Nossos amigos.
Dormi na sua cama, e sinto o cheiro do teu lençol, agora,enquanto visto a blusa que você usou,
para te sentir mais de perto.
Me dá um aperto no peito, procurar sua mão e não encontrar para me abraçar.
Me dá um aperto e eu choro. Sim, choro de saudade porque já fazem alguns minutos que eu não
te tenho perto de mim, no abraço mais forte e macio do mundo.
Eu passei dias lindos com você e sei que deveria conseguir esperar pelos próximos.

Provei do seu sexo, do seu amor, da sua vontade e da sua prudência.
Provei de você acordando, e se arrumando pra sair.
E Saindo do banho com o cheiro do sabonete ainda no corpo.
Provei teu beijo de boa noite e de bom dia.
 E nisso tudo eu só provei pra mim mesma, que sou sua.
E que mais que te querer. Eu provei,
que preciso de você.

Em Algum Dia de Junho...



 estou apaixonada....
em níveis absurdos, uma paixão ácida...que dissolveu todo o resto em mim.
até meus medos foram embora...meus pudores, minhas mágoas...tudo se desfez feito barco de papel crepom.

e eu tenho vontades de mulherzinha... de cozinhar pra ele enquanto ele joga video-game,
de pegar a família dele pra mim, chamar a mãe de mãe, o irmão de irmão.

de fazer ele dormir no meu colo quando ele não estiver com sono.
mesmo que eu esteja exausta. e me perder olhando ele sonhar.

e só por falar...e só por pensar...e só por esta viva,
eu sinto o cheiro do cabelo dele, fazendo saudades em mim.

e ele me faz muitas saudades...e muitos sorrisos bobos e sem motivos,
solitários...por lembrar algo que ele disse ou de uma de suas manias estranhas.

e eu termino fazendo ninho naquele colo, naquele cheiro, naquele abraço seguro, que é o único, parece,que me encaixa perfeitamente,mesmo que ainda não o tenha experimentado.

É uma certeza que mora em mim...na segurança que ele me dá,só de existir.

e eu sei que posso me acabar muito com isso tudo. e posse me ferir com ele.
mas eu não ligo...eu simplesmente não ligo, mesmo que eu saiba que vai doer.

perdi meus freios, eles amoleceram com o atrito que a minha vontade incessante causou.e agora,estou rendida.

dependo de uma paixão de retorno, de um cuidado de retorno, ou  só de um colo talvez.qualquer coisa.desde que sejam dele.


dependo daquelas mensagens de "boa noite" para dormir, como dependia das histórias que minha mãe me contava.

dependo daquele sorriso para fazer aparecer o meu sorriso, e até dos inúmeros clichês que eu coloquei nesse texto.todos dele.

e das minhas vontades precoces de berrar"eu te amo", nem delas eu consigo cuidar... então sorrio

e ele me sorri de volta e me diz, mesmo que não saiba, que me ama também.

e estou assim, quem diria...a grande mulher do novo século, tão minha,tão indomável,
agora é só uma mulherzinha apaixonada.

mulherzinha,apaixonada, vencida, frágil, e até, submissa...
e adorando.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Medo da Felicidade.



   É num simples momento de desapegar do teu colo, de não sentir teu cheiro, que ele surge.
   No espaço incomum entre o nosso presente consumado e o futuro que eu idealizo, ele arranja espaço, porque eu não sei viver sem ele.

   E eu, imaginativa que só, não sei separar sonhos, expectativas e devaneios. E eu tenho medo de imaginar sem maiores deliberações. Minha cabeça não conhece limites reais. Então, tudo parece construído por mim, minha loucura. E nessa loucura, o escuro surge,o medo surge. Medo de que eu esteja então, finalmente, louca.
   E diagnosticada.
   Imaginando coisas sem fundamento algum.
   Eu tenho medo do desconhecido,medo do que eu não posso controlar, e o pior...
   Medo de que seja impossível ser feliz...

   A felicidade é um bicho-papão de criança adulta.É sorridente, tem charme de hollywood, e chega em você com uma obrigação de Julia Roberts. De vida de filme mamão com açúcar.
   Imagina só, acordar de manhã, com a sua camisa, com um abraço sorrateiro pelas costas e um beijo no pescoço. Imagina se eu mereço a alegria que me dá sua barba deixando minha nuca vermelha.
   Logo eu, tão louca e triste. Tão cheia de defeitos. E muito mais parecida com a realidade Tim Burton.

   Então,em qualquer outra época, eu fugiria. Em um milhão de ocasiões eu fugiria. Para que eu não fosse feliz e que depois, tudo acabasse.Para que o maravilhoso e confortável mundo das possibilidades mantivesse viva a minha imagem romântica de ser sua mulher. Simples, boba e feliz. Fazendo teu café, levando nossos filhos à escola, perguntando como foi teu dia no trabalho, enquanto recolhia teus sapatos que você insiste em deixar no caminho.
   Eu manteria isso vivo na minha cabeça a qualquer custo, mesmo que fosse o preço de matar a realidade. Coisa de doido. Ou de escritor, se você preferir uma imagem romântica da coisa. Outro devaneio, afinal, nem escrever livros eu escrevo.

   Eu fugiria e continuaria viva. Triste, mas viva e esperançosa. Mas você me prendeu. Eu não sei como você me prendeu e me fez querer tentar e tentar mesmo que doa. E eu nem penso em fugir, eu só vou te sentndo todos os dias, e agradecendo pelo que tenho. E pensando no que posso não ter e me fazer doer. E as vezes dói, só de pensar.

   E então os medos aparecem de novo, e eu me recolho, olho pro nada, fico distante, penso em recobrar a minha sanidade. Se é que já a tive.
  Mas é só o tempo que leva para que você me abrace de novo, e que mais uma vez seu beijo, seu cheiro, seu sorriso, me levem, do futuro assustador, para um presente confortante. E que a eternidade passe a ser um momento. Aquele momento. E que os sonhos mais loucos, sejam planos. E que a felicidade, com seu nome e sobrenome, não seja mais uma escolha. Seja realidade.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Eu gosto das tuas manias.

   Ontem você me fez uma pergunta fora do comum. Me perguntou o que eu gostava em você.Eu fiquei sem resposta,mas tentei enumerar...
   Eu gosto dos teus cabelos loiros,gosto da tua mão grande, do teu olhar de criança, das tuas costas largas.
 Isso é fácil de gostar, e eu gosto.
  Mas não foi por isso que eu fiquei. Eu estava preparada para gostar de uma sensação estática, como foto. Estéril, que morre ali, no achar bonito.

 Mas você tem manias de contabilizar as coisas, de ser racional, de ditar coisas com a voz rouca, de dizer que eu sou importante pra você, de me abraçar sem motivos, de me instigar as suas vontades.
Tem mania de estar sempre pronto pra me ajudar, e de me fazer sentir saudades igualmente precoces e urgentes.
 Você tem mania de roubar o meu copo de bebida, de me roubar beijos, de me roubar pra você.

 E eu?Eu gosto das tuas manias.


  Eu gosto de você.

A-P-A-I-X-O-N-A-D-A

Fazem uns dias, eu escrevi um texto pro blog:churumellas

dêem uma olhada lá...tá bem legal, e eu fiquei muito feliz de ter sido convidada:

A-P-A-I-X-O-N-A-D-A




Deixa eu deitar no teu peito?

sei que peço, meio sem jeito.

mas colo que é teu, eu não rejeito.



sexta-feira, 4 de maio de 2012

Menino.

 Acho engraçado o seu olhar não ser triste,mesmo que você se veja sozinho. Acho bonito teu medo de não ser bom, mesmo sendo. Acho bonito você.
 Não pelo corpo desenhado, pelo rosto simétrico, ou pela força física.
 Acho bonito o que você deixa em mim toda vez que te peço conselhos. Essa sensatez pulsante,que eu nunca conheci.
 Um jeito bom de me resolver das minhas urgências, porque delas, você entende.Porque são como as suas, que você deixou calejar.E agora vive melhor.
 Você é um guerreiro, viajante, solitário, com jeito de príncipe e vontade de soldado. Você é você.
 E mesmo do alto de toda a sua sabedoria, eu tenho despertadas em palavras e sentimentos, vontades de te cuidar.
 Só para que você seja feliz, e para que ninguém destrua o que de mais bonito eu vejo em você.

(Desenho de Vitor Bardo, um menino.)

sábado, 28 de abril de 2012

Noitinha.

   Estranho eu ter visto a tua voz tão perto da minha orelha nua, de cabelos postos de lado. Ouvir a sua barba esfregar-se no meu ombro e costas, desnudos de roupas e de timidez. O cheiro da tua boca, o gosto desse teu olhar azul me encontrando tão serena pela noite.Estão nos teus lençóis, onde a minha alma descançou em paz serena, como quem achou seu lugar. Como a assinatura antiga que deixei na tua cabeceira, tudo parecia me esperar esse tempo todo.
   E eu senti tudo. O mundo que eu conheço, os países por onde nunca estive, os sonhos que ainda não realizei, estava tudo ali, nas nossas pernas enlaçadas tomando café as 4 da manhã de um dia que deveria ter acontecido por tantos dias.
  Desculpa se confundi os sentidos em palavras meia-boca. Você me dissolveu. Eu me moldei na tua mão forte que me segurava a coxa direita, no teu abraço apertado que dizia ver nos meus buracos no chão, lugares bonitos que se nasciam as flores.
  Quando você parou o carro para ver a lua, de repente, como se fosse nossa convidada, eu ri. Não foi deboche, mas essa noite, a lua não era nossa, Eu era a lua, e ela não tinha norte.
    Eu tive sorte.Acordei manhãzinha, voltando para a casa que não era mais minha, em meus medos voadores interplanetários,como você me dizia. E eu senti o toque que teu cheiro cometeu na minha pele.Tipo crime, porque o autor do delito não estava presente, e eu não quis que ele me visse ir só porque eu prometi que voltaria.E voltaria.Na verdade, eu ainda estava lá.
   Eu era você e mais ninguém.E me abracei sozinha, tentando reviver o teu carinho. Para prolongar o que durou muito mais do que uma noitinha.

Cometo.

Cometo dores de amores que invento.
Cometo dores de amores que nem tento.
Cometo vontades
Cometo intensidades
Cometo palavras sutis
Cometo saudades vis
Cometo.
E eu prometo,
Cometo-me.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Eu admito

Eu admito que levei meus textos e os seus comigo. Eu admito que eu vi poesia em tudo que você fazia.
Eu admito que a culpa não foi nem de longe tua, por tanto amor que eu te dei.
Eu te levei no colo pra te proteger dos medos que outros criaram em você,e que você, naturalmente me deu sem que eu pedisse...você ama mais o amor do que qualquer pessoa.
E agora, eu me acho bobo, olhando pra nós dois como quem diz que foi em vão, só porque eu amei demais e você,não.