terça-feira, 11 de setembro de 2012

...



Farrapos!
Não me dê flores com cheiro de rua.
Não me dê flores roubadas de alguém.
Não me dê flores.

Cacos!
Não prometo casamento.
Não prometo uma semana.
Não prometo nada.

O melhor dos meus receios é o de me apaixonar.
O pior, o de viver apaixonada.

Eu não quero nada.
Só um corpo quente em cima do meu.


domingo, 9 de setembro de 2012

Quando amanhecer.




Deitada no teu abraço,
Eu sonho e sorrio.
Te digo palavras macias,
Te faço cafuné sem nehuma intenção.
Te rio em meio aos travesseiros,
Te sinto o calor da tez desnuda.
Te quero sem premissas.
Te quero sem ressalvas.
Te juro amores eternos.
Te vejo jurar e acredito.
Te faço planos.
Te quero casar.
Então,
Te peço que não despertes.
Que me deixe ficar no teu peito.
Ainda desnuda.
De ressalvas e de roupas.
De rancores e de dor.
Ainda sonhando.
Te peço.
Não despertes!
Hoje quando amanhecer,
E pelo arrastar da tarde,
E na próxima segunda,
E no próximo mês.
Eu não quero pensar.
Não quero medir prós e contras.
Não quero ver o que dói.
Não quero doer.
Quando amanhecer,
Que não desperte tu,
E que tu não me desperte.
Quando amanhecer,
Eu não quero ir.
Eu não quero acordar.
Eu nem quero ser,
Eu só quero estar,
Deitada no teu abraço.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Um par

Eu queria te dizer quando te encontrasse a primeira vez. Queria te dizer do tempo que eu esperei. Queria ter te feito par a tanto mais tempo quanto pude, mas pude esperar por que você chegou.
 O seu sorriso na hora errada, eu nem sei amar, eu te disse. E não sei mesmo. Nada era amor antes de você.E eu torci por muito tempo, forcei rostos, memórias inventadas.
 Que você fosse manso, que chegasse com carinho, que não mentisse nunca,que me deixasse segura,menina e mulher...eu desejava e fechava os olhinhos. Mas eu sou tão criança, tão criança, que te sonhei como príncipe...e você ainda nem existia.... e ficou guardado num pedaço de sonho, num espaço nulo,numa esperança pueril, que nunca acontece...que nasce conto e morre história.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

SAUDADE

Fazem três minutos que eu voltei da tua casa. Exatos 3 minutos que você me deixou no portão de casa e nos despedimos por 20 minutos de abraços e beijos e carinhos.
 Eu não quero perder teu cheiro em mim.
Não quero sentir falta da tua pele encostando na minha, porque só assim pareço que fico bem.

Eu passei dias incríveis...conheci sua mãe, sua família, nossa família.
Nossos amigos.
Dormi na sua cama, e sinto o cheiro do teu lençol, agora,enquanto visto a blusa que você usou,
para te sentir mais de perto.
Me dá um aperto no peito, procurar sua mão e não encontrar para me abraçar.
Me dá um aperto e eu choro. Sim, choro de saudade porque já fazem alguns minutos que eu não
te tenho perto de mim, no abraço mais forte e macio do mundo.
Eu passei dias lindos com você e sei que deveria conseguir esperar pelos próximos.

Provei do seu sexo, do seu amor, da sua vontade e da sua prudência.
Provei de você acordando, e se arrumando pra sair.
E Saindo do banho com o cheiro do sabonete ainda no corpo.
Provei teu beijo de boa noite e de bom dia.
 E nisso tudo eu só provei pra mim mesma, que sou sua.
E que mais que te querer. Eu provei,
que preciso de você.

Em Algum Dia de Junho...



 estou apaixonada....
em níveis absurdos, uma paixão ácida...que dissolveu todo o resto em mim.
até meus medos foram embora...meus pudores, minhas mágoas...tudo se desfez feito barco de papel crepom.

e eu tenho vontades de mulherzinha... de cozinhar pra ele enquanto ele joga video-game,
de pegar a família dele pra mim, chamar a mãe de mãe, o irmão de irmão.

de fazer ele dormir no meu colo quando ele não estiver com sono.
mesmo que eu esteja exausta. e me perder olhando ele sonhar.

e só por falar...e só por pensar...e só por esta viva,
eu sinto o cheiro do cabelo dele, fazendo saudades em mim.

e ele me faz muitas saudades...e muitos sorrisos bobos e sem motivos,
solitários...por lembrar algo que ele disse ou de uma de suas manias estranhas.

e eu termino fazendo ninho naquele colo, naquele cheiro, naquele abraço seguro, que é o único, parece,que me encaixa perfeitamente,mesmo que ainda não o tenha experimentado.

É uma certeza que mora em mim...na segurança que ele me dá,só de existir.

e eu sei que posso me acabar muito com isso tudo. e posse me ferir com ele.
mas eu não ligo...eu simplesmente não ligo, mesmo que eu saiba que vai doer.

perdi meus freios, eles amoleceram com o atrito que a minha vontade incessante causou.e agora,estou rendida.

dependo de uma paixão de retorno, de um cuidado de retorno, ou  só de um colo talvez.qualquer coisa.desde que sejam dele.


dependo daquelas mensagens de "boa noite" para dormir, como dependia das histórias que minha mãe me contava.

dependo daquele sorriso para fazer aparecer o meu sorriso, e até dos inúmeros clichês que eu coloquei nesse texto.todos dele.

e das minhas vontades precoces de berrar"eu te amo", nem delas eu consigo cuidar... então sorrio

e ele me sorri de volta e me diz, mesmo que não saiba, que me ama também.

e estou assim, quem diria...a grande mulher do novo século, tão minha,tão indomável,
agora é só uma mulherzinha apaixonada.

mulherzinha,apaixonada, vencida, frágil, e até, submissa...
e adorando.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Medo da Felicidade.



   É num simples momento de desapegar do teu colo, de não sentir teu cheiro, que ele surge.
   No espaço incomum entre o nosso presente consumado e o futuro que eu idealizo, ele arranja espaço, porque eu não sei viver sem ele.

   E eu, imaginativa que só, não sei separar sonhos, expectativas e devaneios. E eu tenho medo de imaginar sem maiores deliberações. Minha cabeça não conhece limites reais. Então, tudo parece construído por mim, minha loucura. E nessa loucura, o escuro surge,o medo surge. Medo de que eu esteja então, finalmente, louca.
   E diagnosticada.
   Imaginando coisas sem fundamento algum.
   Eu tenho medo do desconhecido,medo do que eu não posso controlar, e o pior...
   Medo de que seja impossível ser feliz...

   A felicidade é um bicho-papão de criança adulta.É sorridente, tem charme de hollywood, e chega em você com uma obrigação de Julia Roberts. De vida de filme mamão com açúcar.
   Imagina só, acordar de manhã, com a sua camisa, com um abraço sorrateiro pelas costas e um beijo no pescoço. Imagina se eu mereço a alegria que me dá sua barba deixando minha nuca vermelha.
   Logo eu, tão louca e triste. Tão cheia de defeitos. E muito mais parecida com a realidade Tim Burton.

   Então,em qualquer outra época, eu fugiria. Em um milhão de ocasiões eu fugiria. Para que eu não fosse feliz e que depois, tudo acabasse.Para que o maravilhoso e confortável mundo das possibilidades mantivesse viva a minha imagem romântica de ser sua mulher. Simples, boba e feliz. Fazendo teu café, levando nossos filhos à escola, perguntando como foi teu dia no trabalho, enquanto recolhia teus sapatos que você insiste em deixar no caminho.
   Eu manteria isso vivo na minha cabeça a qualquer custo, mesmo que fosse o preço de matar a realidade. Coisa de doido. Ou de escritor, se você preferir uma imagem romântica da coisa. Outro devaneio, afinal, nem escrever livros eu escrevo.

   Eu fugiria e continuaria viva. Triste, mas viva e esperançosa. Mas você me prendeu. Eu não sei como você me prendeu e me fez querer tentar e tentar mesmo que doa. E eu nem penso em fugir, eu só vou te sentndo todos os dias, e agradecendo pelo que tenho. E pensando no que posso não ter e me fazer doer. E as vezes dói, só de pensar.

   E então os medos aparecem de novo, e eu me recolho, olho pro nada, fico distante, penso em recobrar a minha sanidade. Se é que já a tive.
  Mas é só o tempo que leva para que você me abrace de novo, e que mais uma vez seu beijo, seu cheiro, seu sorriso, me levem, do futuro assustador, para um presente confortante. E que a eternidade passe a ser um momento. Aquele momento. E que os sonhos mais loucos, sejam planos. E que a felicidade, com seu nome e sobrenome, não seja mais uma escolha. Seja realidade.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Eu gosto das tuas manias.

   Ontem você me fez uma pergunta fora do comum. Me perguntou o que eu gostava em você.Eu fiquei sem resposta,mas tentei enumerar...
   Eu gosto dos teus cabelos loiros,gosto da tua mão grande, do teu olhar de criança, das tuas costas largas.
 Isso é fácil de gostar, e eu gosto.
  Mas não foi por isso que eu fiquei. Eu estava preparada para gostar de uma sensação estática, como foto. Estéril, que morre ali, no achar bonito.

 Mas você tem manias de contabilizar as coisas, de ser racional, de ditar coisas com a voz rouca, de dizer que eu sou importante pra você, de me abraçar sem motivos, de me instigar as suas vontades.
Tem mania de estar sempre pronto pra me ajudar, e de me fazer sentir saudades igualmente precoces e urgentes.
 Você tem mania de roubar o meu copo de bebida, de me roubar beijos, de me roubar pra você.

 E eu?Eu gosto das tuas manias.


  Eu gosto de você.

A-P-A-I-X-O-N-A-D-A

Fazem uns dias, eu escrevi um texto pro blog:churumellas

dêem uma olhada lá...tá bem legal, e eu fiquei muito feliz de ter sido convidada:

A-P-A-I-X-O-N-A-D-A




Deixa eu deitar no teu peito?

sei que peço, meio sem jeito.

mas colo que é teu, eu não rejeito.



sexta-feira, 4 de maio de 2012

Menino.

 Acho engraçado o seu olhar não ser triste,mesmo que você se veja sozinho. Acho bonito teu medo de não ser bom, mesmo sendo. Acho bonito você.
 Não pelo corpo desenhado, pelo rosto simétrico, ou pela força física.
 Acho bonito o que você deixa em mim toda vez que te peço conselhos. Essa sensatez pulsante,que eu nunca conheci.
 Um jeito bom de me resolver das minhas urgências, porque delas, você entende.Porque são como as suas, que você deixou calejar.E agora vive melhor.
 Você é um guerreiro, viajante, solitário, com jeito de príncipe e vontade de soldado. Você é você.
 E mesmo do alto de toda a sua sabedoria, eu tenho despertadas em palavras e sentimentos, vontades de te cuidar.
 Só para que você seja feliz, e para que ninguém destrua o que de mais bonito eu vejo em você.

(Desenho de Vitor Bardo, um menino.)